Icterícia no recém-nascido: Como prevenir nos hospitais?

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A icterícia no recém-nascido é uma das principais doenças que acontecem nos hospitais. Também chamada de hiperbilirruinemia neonatal ou icterícia neonatal, ela deixa os bebês com mucosas, olhos e peles amarelados. Apesar de ser uma doença que assusta mamães e papais, é possível preveni-la nos hospitais.

 

O que é a icterícia no recém-nascido?

A icterícia no recém-nascido é uma doença considerada normal durante a primeira semana de vida dos bebês. Isso acontece quando o fígado do bebê ainda está pouco desenvolvido e não tem a capacidade de eliminar a bilirrubina.

A bilirrubina é o pigmento de cor amarela produzido em razão da degradação das células sanguíneas do corpo. Em seguida, a bilirrubina é captada pelo fígado, onde se liga a proteínas. Depois disso, tanto a bilirrubina quanto a bile são eliminadas pelo intestino.

Muitas vezes, o acúmulo de bilirrubina tem causa em outras doenças. Qualquer mudança em uma dessas etapas pode ocasionar o aumento do pigmento do sangue, chamado de hiperbilirrubinemia. Por isso, é importante identificar o mais rápido possível as causas da icterícia e iniciar o tratamento.

A icterícia no recém-nascido acontece em primeiro lugar no rosto, principalmente o “branco dos olhos” que se tornam amarelos. Depois, a cor aparece no tórax, abdômen, pernas, palmas das mãos e plantas dos pés.

Em geral, ela aparece no primeiro dia de vida do bebê e desaparece até o 10º dia. No caso do recém-nascido ser prematuro, o processo é mais prolongado e intenso.

 

Causas da icterícia no recém-nascido

Boa parte dos casos da icterícia no recém-nascido é fisiológica e ocorre entre o primeiro dia de nascimento até o terceiro. Isso acontece pela falta de desenvolvimento do fígado do bebê que tem dificuldades em converter e expelir a bilirrubina.

Porém as alterações dos níveis de bilirrubina podem ter várias causas. As principais são:

  • Doença congênita, por exemplo, hipotireoidismo congênito.
  • Doença no fígado hereditária, tal como doença de Gaucher, síndrome de Gilber, síndrome de Crigler-Najjar, entre outros.
  • Icterícia do leite materno. Nesse caso, o recém-nascido a doença aparece aproximadamente após 10 dias do nascimento. O bebê está em amamentação exclusiva e absorve o aumento de substâncias do sangue e de hormônios da mãe, não conseguindo eliminá-los.
  • Infecções adquiridas na gravidez, como a rubéola podem atrapalhar o processamento da bilirrubina.
  • Destruição por conta do aumento das células do sangue. Essa é uma causa grave de icterícia provocada por doenças sanguíneas como anemia hemolítica, esferocitose e anemia falciforme. Essa situação pode ser causada se o sangue do bebê é incompatível com o da mãe, chamada de eritroblastose fetal.

 

Como identificar a icterícia

Durante a estada no hospital, é importante que todos estejam atentos e que os recém-nascido sejam examinados diariamente para medir a dosagem de bilirrubina.

O sistema Bilicare – Bilirrubinômetro Transcutâneo da Tecno 4 mede o nível da bilirrubina. Com tecnologia avançada, o aparelho reduz o número de exames sanguíneos através de punção do calcanhar.

O scanner com código de barras possibilita a entrada de dados rapidamente. Além disso, o aparelho permite memorizar até 40 medições, permitindo a comparação de resultados e economizando tempo.

O exame é não invasivo e não doloroso. O aparelho emite uma luz de diversos comprimentos de onda pelo ouvido externo.

 

Tratamento de icterícia

A principal forma de tratar a icterícia no recém-nascido é por meio da fototerapia. Ela consiste em colocar o bebê somente com fralda, sob um equipamento com diversas lâmpadas de LED ou fluorescentes.

A exposição a luz permite que a bilirrubina que se encontra na superfície da pele seja alterada na sua estrutura, para facilitar o metabolismo e por consequência a sua eliminação.

Durante a exposição, é obrigatória uma máscara protetora no recém-nascido para proteger os olhos, como o EyeMax2.

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