Pandemia afetou o sono e os hábitos alimentares dos profissionais de saúde

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Pandemia afetou o sono e os hábitos alimentares dos profissionais de saúde

Um estudo coordenado pela área neurológica do Hospital Universitário Lauro Wanderley- HULW, da Universidade Federal da Paraíba – UFPB e vinculado à Ebserh – Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, analisou informações sobre os profissionais de saúde de 21 estados brasileiros e o Distrito Federal.

O objetivo do estudo era analisar o impacto que a pandemia do Covid-19 teve sobre a qualidade de vida desses profissionais. Os números apontaram que houve alterações as rotinas e nos hábitos dos profissionais de saúde. As principais foram em relação ao sono, presença de dor, atividade física, alimentação e consumo de bebida alcóolica.

Rede Ebserh

A Rede Ebserh foi instituída em 2011. Ela é responsável pela administração de 40 hospitais universitários federais. Seu objetivo principal é atuar de formar complementar e atender os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), para desenvolver pesquisas e formar profissionais de saúde.

A neurologista e pesquisadora Isabella Araújo Mota do HULW-UFPB/Ebserh/MEC coordenou a pesquisa com os profissionais de saúde. O estudo foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética (CNE) e pelo Comitê de Ética da Universidade Federal da Paraíba.

Foi utilizado o método transversal e observacional entre maio e julho de 2020. Esse período de coleta de dados coincidiu com a maior incidência de contágio e mortes no Brasil provocados novo coronavírus.

O site da Ebserh/MEC disponibilizou um questionário do Google Forms para que os profissionais de saúde o preenchessem. Além disso, o documento contava no aplicativo WhatsApp da rede.

De acordo com a pesquisadora, o resultado entre os estados foi similar. Mesmo com baixa participação da amostra vindo de outros estados. A neurologista acredita que se há necessidade de estudos adicionais com mais profissionais de outros estados para validação e certificação dos resultados.

Amostra dos profissionais de saúde

No total, foram consultados 710 profissionais de saúde, sendo que 80,8% eram de mulheres e 19,2% de homens. Do total das mulheres, 46,6% tinham idade entre 30 e 40 anos.

O público pesquisado foi:

  • 10,3% de técnicos de enfermagem;
  • 11,1% de fisioterapeutas;
  • 13,5% enfermeiros;
  • 41,8% de médicos

Quase 67% dos pesquisados residiam na Paraíba.

Dores frequentes

O estudo levou à conclusão de que esses profissionais estavam mais suscetíveis a terem doenças mentais e físicas, em decorrência da pandemia do Covid-19.

41,1% dos participantes apontaram que sentiam dores frequentes durante a pandemia. 29,2% dos profissionais faziam uso de tratamento medicamentoso e 21,8% se tratavam de forma alternativa.

As dores eram mais intensas nos profissionais que tinham insônia intensa.

Atividades físicas e sono

Em relação as atividades físicas, quase 82% mudaram a prática delas. Somente 9,7% dos profissionais conseguiram aumentar a frequência da prática de atividades físicas. 25,8% reduziram a frequência dos treinos e quase 54% pararam de se exercitar.

Essa alteração na prática dos exercícios físicos afeta diretamente o sono desses profissionais.

Entre os 710 profissionais de saúde pesquisados, dois terços apontaram problemas com o sono, sendo que:

32,5% tinham problema em acordar cedo, de forma precoce;

29,6% relataram que possuíam grande dificuldade para manter o sono;

25,8% tinham muito dificuldade em pegar no sono.

Além disso, 60,3% se automedicavam, fazendo uso de medicamentos para combater a dificuldade de dormir como melatonina, fármaco hipnóticos não-benzodiazepínicos, medicamentos fitoterápicos, benzodiazepínicos e antidepressivos

Alimentação e Bebidas alcóolicas

78,5% dos entrevistados mudaram sua dieta alimentar, sendo que 60,5% aumentaram a ingestão dos carboidratos. 30,6% incrementaram a ingestão de comida no meio da noite e quase 32% passaram a comer de forma compulsiva.

O estudou aponta também o aumento do consumo de bebidas alcóolicas. 27% dos entrevistados passaram consumir mais dessas bebidas, sendo que 11,2% aumentaram em cerveja e 14,2% vinho.

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